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Áreas de Intervenção

Problemas relacionais e dificuldades de adaptação a situações de vida

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Ansiedade e Depressão

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Autoconhecimento
Desenvolvimento
pessoal

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Alterações significativas na vida pessoal, familiar, social ou profissional, em especial, quando não são desejadas ou planeadas, podem suscitar dificuldades de ajustamento que ultrapassam os recursos de que dispomos e as estratégias que já desenvolvemos para lidar com experiências dolorosas e exigentes no passado. 
Nestas circunstâncias, a vivência da situação pode originar tensões e conflitos, pôr em causa a visão que temos de nós próprios, dos outros ou do mundo e comprometer a nossa capacidade de fazer escolhas. 
Reconhecer a necessidade de ajuda e iniciar um processo psicoterapêutico contribui para a promoção de mudanças positivas e superação dos problemas. 

A ansiedade e a depressão podem ter várias causas - pessoais, relacionais, familiares, sociais, ou laborais - e manifestarem-se através de uma diversidade de sintomas psicológicos, físicos e comportamentais. 
A frequência, intensidade e duração destes sintomas podem comprometer a nossa saúde mental e bem-estar psicológico, interferir na capacidade em lidarmos com as exigências do dia-a-dia e impactar significativamente a nossa vida. 
Nestas circunstâncias, e após o respetivo diagnóstico, a intervenção psicoterapêutica é habitualmente recomendada.
Em situações moderadas a graves, pode ser necessário articular com o médico especialista e considerar, numa fase mais aguda, a necessidade de uma abordagem medicamentosa complementar.

“(…) Nisto, nós humanos diferenciamo-nos das outras criaturas, que em pouco tempo já são completamente aquilo que são. Nós, ao contrário, somos inacabados; recebemos a existência como dom, mas também como tarefa que só progressivamente se realiza; vivemos no decurso dos dias o processo lentíssimo do nosso próprio parto (um processo cheio de avanços, espaços e retrocessos); a maior parte do tempo lidamos com fragmentos e experiências provisórias; e precisamos de muitos anos (e de muito trabalho interno) para chegar a exprimir o que há em nós de original”. 

José Tolentino Mendonça In Para os caminhantes tudo é caminho

Desafios relacionados com o envelhecimento

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Doença de Alzheimer e outras demências 

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Sobrecarga do cuidador informal 

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Envelhecer faz parte da vida e ter mais idade e experiência pode significar maior alegria, propósito e autenticidade. 
Contudo, a longevidade também acarreta desafios novos e importantes, tais como, a adaptação à reforma, o surgimento de limitações físicas ou cognitivas que impactam o bem-estar e a autonomia, a solidão não desejada, a experiência de lutos de cônjuges, familiares e amigos e a angústia decorrente da reflexão sobre o significado da existência e da finitude.     
O apoio psicológico pode ser uma ajuda importante para percorrer esta etapa do caminho com mais resiliência e sentido.   

Receber um diagnóstico de Doença de Alzheimer ou outro tipo de demência pode causar emoções negativas, nomeadamente, tristeza e medo em relação ao futuro, além de mudanças indesejadas de planos, disrupções na vida social e nas dinâmicas familiares.  
Ao mesmo tempo, o diagnóstico permite compreender as dificuldades que a pessoa vivencia, receber apoio e planear atempadamente o futuro e os cuidados.
Tendo em conta a particular exigência desta situação de vida e o desafio que constitui o ajustamento a esta nova realidade, o aconselhamento psicológico pode consistir num apoio importante para quem vive com demência e para a respetiva família.    

Cuidar de uma pessoa dependente ao longo do tempo pode consistir numa tarefa muito exigente e implicar exaustão física e emocional. 
O cuidador informal pode precisar de acompanhamento psicológico para lidar melhor com o importante papel que desempenha.
Em especial, para aprender novas estratégias de adaptação, gestão do stress e autocuidado, melhorar a comunicação com a pessoa de quem cuida, receber apoio na tomada de decisões difíceis, resolver conflitos pré-existentes que dificultam os cuidados e ajustar dinâmicas familiares, identificar áreas em que é competente e refletir sobre a experiência de ser cuidador de um ponto de vista existencial.

Fim de vida

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Apesar da finitude fazer parte da condição humana, a aproximação do fim de vida, por doença ou pelo decurso do tempo, pode resultar numa experiência angustiante causada pelo desconhecido que a morte representa, pelo medo do sofrimento físico, por achar que não se viveu uma existência com propósito ou por não encontrar um sentido.
Nesta fase, o acompanhamento psicológico pode aliviar o sofrimento, diminuir o isolamento, defender a dignidade da pessoa e o respeito pelas suas escolhas, ajudá-la a resolver assuntos importantes e a descobrir um significado, no contexto da situação em que se encontra.

Luto

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O luto é um processo de ajustamento normativo face à perda de alguém querido ou de um relacionamento significativo e pressupõe o decurso de algum tempo até que a dor se dilua e a pessoa retome ou atualize o seu projeto de vida. 
Contudo, este processo pode complicar-se devido a uma diversidade de fatores pessoais, relacionais ou contextuais e a pessoa enlutada poderá vir a precisar de apoio psicológico se a intensidade do sofrimento não diminuir e as dificuldades que vivencia no dia-a-dia, a nível pessoal, social ou laboral, persistirem. 

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